Nova etapa da investigação mira os supostos mandantes da execução do ex-vereador de Dom Pedro; seis mandados de busca e apreensão também foram cumpridos

A Polícia Civil do Maranhão (PCMA) prendeu dois suspeitos de envolvimento no homicídio do ex-vereador Farys Miguel Lopes da Silva, morto a tiros em abril deste ano em Dom Pedro. A operação, deflagrada nessa sexta-feira (21), também cumpriu seis mandados de busca e apreensão na cidade.

A ação foi coordenada pelo Departamento de Homicídios do Interior (DHI), com apoio de unidades da Superintendência de Polícia Civil do Interior (SPCI). Os mandados foram expedidos pela Justiça após representação da própria Polícia Civil.

Relembre o crime

Farys Miguel, de 46 anos, foi assassinado a tiros na tarde de 27 de abril de 2026, no momento em que chegava à sua residência em Dom Pedro. Imagens de câmeras de segurança registraram o ataque: dois homens em uma motocicleta se aproximaram do veículo da vítima e efetuaram diversos disparos. Após a ação, um dos criminosos ainda retornou ao carro, quebrou o vidro e retirou um objeto do interior antes de fugir com o comparsa. Ambos usavam capacete durante toda a ação, dificultando a identificação.

Farys exerceu quatro mandatos como vereador em Dom Pedro e chegou a presidir a Câmara Municipal do município. Ele era casado com a ex-vereadora Rosa Nogueira e pai da médica e vereadora Ludymila Nogueira. O crime causou forte comoção na cidade — o sepultamento reuniu multidão, e a prefeitura decretou luto oficial de três dias.

Um detalhe chama atenção na trajetória da família: Farys já havia sobrevivido a um atentado a tiros em 2015, período em que também comandava o Legislativo municipal. Além disso, ele era filho do ex-deputado estadual Edilson Peixoto, assassinado a tiros em circunstâncias parecidas em 2013 — um crime que também envolveu dois atiradores em motocicleta.

Como avançou a investigação até aqui

Primeira fase: identificação dos executores

Em junho, a Polícia Civil deflagrou a primeira etapa da investigação, concentrada na identificação dos possíveis executores do crime. Ao todo, três suspeitos foram identificados nessa fase, e dois deles foram presos em Codó — entre eles, Jhon Lucas Pestana Verde, que usava o nome falso de "Jorge Lucas" para dificultar sua identificação. Segundo a Polícia Militar, os presos integravam um grupo de pistoleiros especializado em homicídios sob encomenda, com atuação na região leste do Maranhão.

Segunda fase: o alvo agora são os mandantes

Já na operação desta sexta-feira, as diligências mudaram de foco: em vez dos executores, os investigadores concentraram esforços na identificação e responsabilização dos supostos mandantes do homicídio.

Qual seria a motivação do crime

Segundo as investigações, a motivação estaria relacionada a um conflito de natureza patrimonial envolvendo a família de uma pessoa conhecida como "Dedé dos Pneus". Até o momento, a Polícia Civil não detalhou qual seria o bem em disputa, nem divulgou a identidade dos dois presos nesta segunda fase da operação.

A corporação também não confirmou se o atentado sofrido por Farys em 2015 tem alguma relação com o crime ocorrido em 2026.

O que acontece agora

Após o cumprimento das formalidades legais, os suspeitos presos nesta fase serão encaminhados ao sistema penitenciário, onde permanecerão à disposição da Justiça.

As investigações seguem em andamento, com três objetivos principais:

  1. Esclarecer completamente as circunstâncias do homicídio
  2. Localizar o terceiro suspeito apontado como executor, ainda não capturado
  3. Identificar todos os envolvidos na execução e no planejamento do crime

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