São Luís está em alto risco para SRAG e é uma das capitais em alerta no país, aponta Fiocruz

Boletim InfoGripe mostra que Maranhão é um dos poucos estados com casos de Covid-19 ainda em crescimento; tendência deve se manter nos próximos meses.

(Foto: Tony Winston/Agência Brasília)

Enquanto boa parte do Brasil registra queda nas internações por doenças respiratórias graves, São Luís nada contra essa maré. A capital maranhense figura entre as cidades em situação de alto risco para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), puxada principalmente pelo avanço da Covid-19 — e a tendência é de que o cenário se mantenha nos próximos meses.

O alerta vem do mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O levantamento coloca São Luís entre as 15 capitais brasileiras com nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco.

Maranhão destoa do restante do país

No cenário nacional, a maioria dos estados apresenta estabilidade ou queda nos casos de Covid-19. O Maranhão, no entanto, aparece ao lado do Ceará e do Pará como um dos poucos que ainda registram crescimento da doença — o que chama atenção justamente por ir na contramão da tendência geral.

Segundo a Fiocruz, há cerca de 95% de probabilidade de que o crescimento observado na tendência de longo prazo continue em São Luís, mantendo a capital em situação de atenção.

Vírus respiratório também preocupa no Nordeste

Além da Covid-19, o boletim identificou crescimento das internações por Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em vários estados do Nordeste, incluindo o Maranhão. O vírus é uma das principais causas de bronquiolite e representa risco especialmente para crianças pequenas.

O que fazer diante do cenário?

Especialistas reforçam que a vacinação continua sendo a principal ferramenta contra casos graves. A recomendação é manter em dia a imunização contra a Covid-19 e a influenza, além de garantir a proteção das crianças contra doenças respiratórias sazonais.

Atenção redobrada também é indicada para idosos, crianças e pessoas com comorbidades — os grupos mais vulneráveis às complicações causadas por vírus respiratórios. Ao primeiro sinal de sintomas como febre, falta de ar ou tosse persistente, a orientação é buscar atendimento médico. 

Postar um comentário

0 Comentários