Deputado Josimar Maranhãozinho é alvo de operação da Polícia Federal por suspeita de desvio de emendas parlamentares
Operação Afluente cumpre 18 mandados de busca e apreensão expedidos pelo STF no Distrito Federal, Goiás e Maranhão; parlamentar já havia sido condenado pela Corte em caso semelhante
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| Foto: Reprodução / Camara Federal |
O deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA) é um dos alvos da Operação Afluente, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (25). A ação investiga a suposta atuação de uma organização criminosa envolvida em corrupção, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro.
Ao todo, estão sendo cumpridos 18 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal em endereços no Distrito Federal e nos estados de Goiás e Maranhão. Josimar Maranhãozinho está licenciado do mandato na Câmara dos Deputados.
Como o esquema teria funcionado
Segundo a Polícia Federal, as investigações apontam indícios de uma estrutura integrada por agentes públicos e privados voltada ao desvio de recursos provenientes de emendas parlamentares federais. De acordo com as apurações, os valores teriam sido operacionalizados por meio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba e, posteriormente, direcionados à contratação de empresas supostamente ligadas, direta ou indiretamente, ao grupo investigado.
Condenação anterior pelo STF
Esta não é a primeira vez que o parlamentar responde por irregularidades na destinação de emendas. Em março deste ano, Josimar Maranhãozinho foi condenado pelo STF em ação que também apurou o uso irregular desse tipo de recurso.
Na denúncia daquele caso, a Procuradoria-Geral da República sustentou que o deputado coordenava a destinação das emendas e exercia controle sobre a liberação dos valores. Segundo a PGR, ele também monitorava planilhas de pagamento e realizava cobranças de propina relacionadas à execução dos recursos.
Crimes investigados
De acordo com a Polícia Federal, os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um e caso os fatos sejam confirmados ao longo das apurações, por corrupção passiva, peculato, corrupção ativa, lavagem de capitais e organização criminosa.
A Polícia Federal ainda não divulgou detalhes sobre os demais alvos da operação nem os valores que estariam sob investigação.
Redação | Central Mearim
