Há quase uma década, a Avenida Paraíso, localizada no bairro Novo Cohatrac, em São José de Ribamar, Região Metropolitana de São Luís, tem sido palco de uma constante batalha para seus moradores. A via, considerada uma das principais artérias da comunidade, sofre com o abandono da infraestrutura, caracterizado por buracos profundos e um mar de lama, especialmente em períodos chuvosos, gerando severos transtornos para quem precisa utilizá-la diariamente.

O Cotidiano Dilacerado Pela Falta de Manutenção

A paisagem da Avenida Paraíso é marcada por um cenário desolador que compromete a fluidez e a segurança. A lama e os buracos tornam o trajeto uma verdadeira provação para motoristas, motociclistas e, principalmente, pedestres. A situação se agrava exponencialmente durante a estação chuvosa, transformando a rotina em um desafio ainda maior. Mesmo com as condições precárias, não há alternativa para os residentes, que dependem da avenida para acessar escolas, como a Municipal Gessyka Emmel e uma instituição particular, igrejas e seus locais de trabalho, demonstrando a essencialidade da via para a vida comunitária.

Anos de Luta e Pedidos Ignorados Pela Comunidade

A inação do poder público contrasta com a mobilização dos moradores. Ao longo desses quase dez anos de abandono, a comunidade do Novo Cohatrac não permaneceu inerte. Diversos abaixo-assinados foram organizados e protocolados, e o problema foi reiteradamente levado ao conhecimento da Prefeitura de São José de Ribamar. Contudo, apesar dos esforços e apelos, as reivindicações permanecem sem resposta efetiva, perpetuando o ciclo de dificuldades e a frustração dos que clamam por melhorias básicas.

A Incoerência Entre Registros Oficiais e a Realidade Local

Um dos aspectos mais alarmantes da situação é a discrepância entre o que consta nos registros oficiais e a realidade encontrada na Avenida Paraíso. Moradores afirmam que, para a Prefeitura, a via aparece como devidamente asfaltada. Essa contradição entre o status burocrático e as condições caóticas observadas no local levanta questionamentos sobre a fiscalização e a transparência na gestão da infraestrutura urbana. Enquanto os documentos indicam uma via pavimentada, a experiência diária da população é de um caminho intransitável e esquecido.

Diante deste cenário de descaso prolongado e impacto direto na qualidade de vida dos cidadãos, a expectativa da comunidade se volta para uma solução urgente. O Imirante, acompanhando a situação, já buscou um posicionamento da Prefeitura de São José de Ribamar, aguardando um pronunciamento sobre a previsão e o planejamento de obras que finalmente possam resgatar a dignidade e a funcionalidade da Avenida Paraíso.

Fonte: https://imirante.com