Chuvas intensas de março 2026 afetaram a agricultura na Baixada Maranhense. Veja como Anajatuba, Santa Inês e Pinheiro estão se recuperando, os prejuízos na mandioca e arroz e o que esperar para abril.

Eu sou Rodrigo Fernandes e acompanho de perto o que acontece no Maranhão. Depois de semanas de chuvas intensas em março 2026, muitos produtores da Baixada Maranhense estão agora avaliando os prejuízos e planejando a recuperação. Anajatuba, Santa Inês, Pinheiro e outras cidades da região sentiram forte o volume de água, que superou a média histórica em várias áreas.

Neste artigo eu quero falar de forma honesta sobre o que aconteceu, quais culturas foram mais afetadas, como os produtores estão reagindo e o que podemos esperar para abril e maio de 2026.

O que as chuvas de março causaram na agricultura da Baixada

Março de 2026 foi um dos meses mais chuvosos dos últimos anos na Baixada. O Inmet registrou volumes que chegaram a superar 50% do esperado para todo o mês em apenas 72 horas em algumas áreas. Isso trouxe:

  • Encharcamento do solo e alagamento de plantações baixas;
  • Dificuldade de acesso às roças por estradas vicinais;
  • Aumento de pragas e doenças em culturas sensíveis;
  • Atraso na colheita de culturas de ciclo curto.

As principais culturas afetadas foram:

  • Mandioca: muitas áreas ficaram submersas, atrasando a colheita e comprometendo parte da produção de farinha e beiju.
  • Arroz: plantações em várzeas sofreram com o excesso de água, reduzindo a produtividade.
  • Milho e feijão: perdas pontuais, mas menos graves que na mandioca.
  • Pecuária: pastagens alagadas dificultaram a alimentação do gado e búfalo.

Em Anajatuba, Santa Inês e Pinheiro, produtores relatam que a mandioca foi a que mais sofreu, pois o solo encharcado favorece o apodrecimento das raízes.

Como os produtores estão se recuperando

A boa notícia é que a Baixada Maranhense tem gente guerreira. Muitos produtores já estão tomando medidas:

  • Plantio de variedades mais resistentes (manivas recomendadas pela Embrapa);
  • Uso de camalhões (elevação do solo) para evitar encharcamento futuro;
  • Limpeza de drenagens e roças para reduzir o risco de doenças;
  • Diversificação: aumento da apicultura (com sementes de marmeleiro) e criação de pequenos animais para complementar a renda.

Em Santa Inês e Pinheiro, a pesca artesanal no rio Pindaré e Turiaçu também ajudou muitas famílias a manter a renda enquanto as roças se recuperam. Em Anajatuba, a iniciativa da prefeitura com sementes de marmeleiro para mel está sendo vista como uma alternativa inteligente para o primeiro semestre.

O que esperar para abril e maio de 2026

Com a previsão de redução das chuvas e chegada do período seco, a expectativa é positiva:

  • Recuperação gradual das plantações que não foram totalmente perdidas;
  • Colheita mais concentrada em abril/maio;
  • Melhora no acesso às roças e transporte da produção;
  • Aumento da demanda por farinha e derivados com o São João se aproximando.

Se o tempo colaborar, a Baixada pode ter uma safra razoável de mandioca no segundo semestre, especialmente com as técnicas de drenagem que muitos produtores estão adotando agora.

Minha visão pessoal

Como alguém que acompanha o Maranhão de perto, vejo que a Baixada Maranhense tem uma força impressionante. As chuvas de março foram duras, mas também mostraram a capacidade de adaptação dos produtores familiares. O que falta é mais apoio técnico, crédito acessível e infraestrutura (estradas vicinais e drenagem) para que essas perdas sejam menores no futuro.

2026 pode ser um ano de transição importante: menos dependência só da mandioca e arroz, e mais diversificação com apicultura, artesanato e turismo rural.

E você?

Você é produtor na Baixada ou conhece alguém que plantou mandioca, arroz ou criou gado este ano? Como foi o impacto das chuvas na sua região? Deixa nos comentários — quero ouvir histórias reais e trazer mais conteúdo útil sobre agricultura familiar.

Um abraço e força para quem está na roça! Vamos torcer para que abril traga sol e recuperação.

Redação Central Mearim Escrito por Rodrigo Fernandes.