O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta hospitalar nesta sexta-feira (27) e iniciou imediatamente o cumprimento de prisão domiciliar em sua residência em Brasília. A medida, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem um prazo inicial de 90 dias e foi concedida em razão de seu estado de saúde, após um período de internação para tratamento de pneumonia.

O Processo de Hospitalização e a Recuperação

Bolsonaro estava internado desde 13 de março em um hospital particular na capital federal, diagnosticado com broncopneumonia bacteriana, resultante de um quadro de broncoaspiração. Durante o período de tratamento, o ex-presidente permaneceu por dez dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) antes de ser transferido para um quarto comum, indicando a gravidade inicial de seu estado de saúde. Sua liberação hospitalar ocorreu por volta das 10h, quando seguiu para sua casa no bairro Jardim Botânico em veículo particular, sem a habitual escolta policial, e foi posteriormente visto no jardim de sua residência usando um colete à prova de balas.

Decisão Judicial e os Fundamentos para a Prisão Domiciliar

A autorização para que Bolsonaro cumprisse a medida de reclusão em casa foi proferida na terça-feira (24) pelo ministro Alexandre de Moraes. A decisão do STF atendeu a um pedido da defesa do ex-presidente, que obteve parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). O ministro justificou que o ambiente domiciliar seria mais adequado para a completa recuperação, uma vez que o processo de restabelecimento de um quadro de pneumonia pode levar de 45 a 90 dias. Embora Moraes tenha reconhecido que a unidade prisional onde o ex-presidente estava anteriormente possuía estrutura adequada, a necessidade de um ambiente propício à convalescença foi considerada primordial para a alteração do regime.

Regras Rígidas e Monitoramento Eletrônico

Mesmo em sua residência, Jair Bolsonaro estará sujeito a uma série de restrições impostas pelo Supremo Tribunal Federal, visando garantir o cumprimento da prisão domiciliar sob monitoramento. Entre as determinações mais importantes estão o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica e a proibição de utilizar quaisquer dispositivos eletrônicos com acesso à internet, como celulares e computadores. Adicionalmente, ele está impedido de realizar publicações em redes sociais e de se comunicar com terceiros por intermédio de intermediários. É importante ressaltar que o ex-presidente cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado, o que contextualiza a rigidez das condições impostas ao seu confinamento.

Avaliação Médica Periódica e Próximos Passos

Ao final do período inicial de 90 dias de prisão domiciliar, o ex-presidente será submetido a uma nova avaliação médica oficial. Este exame será crucial para determinar as condições de saúde de Bolsonaro e decidir se ele possui aptidão para retornar ao sistema prisional convencional ou se a medida de prisão domiciliar precisará ser prorrogada por questões de saúde, garantindo a continuidade de seu tratamento e recuperação.

Fonte: https://imirante.com