5 cidades pequenas do Maranhão que merecem mais atenção em 2026: Anajatuba, Lagoa do Mato e outras da Baixada Maranhense com história, natureza e potencial turístico. Veja por que vale conhecer!

Desde que comecei o Central Mearim, fico impressionado com a quantidade de cidades pequenas que o estado tem e que quase ninguém fala. São lugares que carregam história, natureza, gente boa e um potencial enorme — mas ficam escondidos atrás de São Luís, Lençóis Maranhenses e Imperatriz.

Em 2026, com o período seco se aproximando e o turismo rural crescendo, acho que é hora de dar mais luz para essas cidades. Elas merecem atenção não só por beleza, mas porque representam o Maranhão real: o da agricultura familiar, da cultura ribeirinha e da luta diária de quem vive no interior.

Aqui vão 5 cidades pequenas do Maranhão que, na minha opinião, merecem muito mais atenção em 2026. Escolhi com carinho, baseando-me em história, economia local, potencial turístico e histórias que ouço de quem mora lá.

1. Anajatuba – A cidade do rio Mearim e da resiliência rural

Anajatuba, na Baixada Maranhense, tem cerca de 26 mil habitantes e fica a uns 150 km de São Luís. É uma daquelas cidades que parecem paradas no tempo — no bom sentido. O rio Mearim banha o município, e a vida ali gira em torno dele: pesca, transporte de barco, agricultura de mandioca e arroz.

Por que merece mais atenção em 2026?

  • A prefeitura tem investido em apicultura (sementes de marmeleiro para produzir mel o ano todo) e agricultura familiar. Isso pode virar um polo de produtos orgânicos e turismo rural.
  • O potencial para passeios de barco e observação de aves na Baixada é enorme — imagine um roteiro “rio Mearim + gastronomia ribeirinha” com beiju e peixe frito.
  • História: Fundada em 1854, tem tradições fortes de bumba-meu-boi e tambor de crioula que ainda resistem.

Se eu pudesse visitar uma cidade pequena agora, seria Anajatuba. É tranquila, autêntica e tem gente que recebe bem.

2. Lagoa do Mato – A cidade das lagoas e da tranquilidade esquecida

Lagoa do Mato, com pouco mais de 10 mil habitantes (estimativa 2025/2026), fica no centro do estado e é uma daquelas cidades que você passa na BR e nem percebe. O nome vem das lagoas naturais que existem na região — e isso já diz muito.

Por que merece mais atenção em 2026?

  • Economia rural forte: criação de gado, mandioca e pesca em lagoas. Com o período seco chegando, pode virar ponto de turismo de pesca esportiva e descanso.
  • Cultura viva: festas religiosas, quadrilhas juninas e tradições simples que preservam a identidade maranhense do interior.
  • Potencial turístico: As lagoas e o entorno verde podem virar um “mini Lençóis” para quem quer tranquilidade sem multidão.

É uma cidade que parece parada no tempo, mas com gente guerreira que merece ser vista e valorizada.

3. Serrano do Maranhão – Quilombo, pesca e cultura viva

Serrano do Maranhão, com cerca de 11 mil habitantes, fica na região dos Lençóis e tem forte presença quilombola (comunidades tradicionais). O Porto da Barreira é um dos pontos altos, com turismo de pesca e cultura negra preservada.

Por que merece mais atenção em 2026?

  • Turismo comunitário: Visitas guiadas às comunidades quilombolas, pesca artesanal e gastronomia local (peixe, arroz de cuxá).
  • Potencial sustentável: Com o aumento do ecoturismo nos Lençóis, Serrano pode ser uma extensão natural — menos conhecida, mais autêntica.
  • História: Herança quilombola forte, com festas e tradições que resistem ao tempo.

É um lugar que ensina muito sobre resistência e identidade maranhense.

4. Matinha – A cidade das águas e do artesanato

Matinha, na Baixada, tem cerca de 20 mil habitantes e é conhecida pelas águas (rios e igarapés) e pelo artesanato em palha e buriti. É uma das cidades que mais sofrem com chuvas, mas também uma das que mais se recuperam rápido.

Por que merece mais atenção em 2026?

  • Artesanato: Bolsas, chapéus e esteiras de buriti vendem bem em feiras e online. Com o turismo crescendo, pode virar polo de compra direta.
  • Turismo de base comunitária: Passeios de barco e trilhas leves na Baixada.
  • Gastronomia: Pratos com peixe e mandioca que representam a cozinha maranhense do interior.

Matinha é exemplo de como cidades pequenas podem viver do que já têm: natureza e mãos habilidosas.

5. Penalva – História, rio e potencial escondido

Penalva, com cerca de 35 mil habitantes, fica na Baixada e tem o rio Mearim como protagonista. É uma cidade com história colonial e tradições fortes de bumba-meu-boi.

Por que merece mais atenção em 2026?

  • Roteiro histórico + natural: Visita ao centro antigo + passeios de barco.
  • Economia: Pesca e agricultura familiar — pode ganhar com venda direta de produtos para turistas.
  • Cultura: Festas juninas e grupos de boi que merecem mais visibilidade.

Penalva tem tudo para ser um ponto de parada entre São Luís e os Lençóis.

Por que essas cidades merecem mais atenção em 2026?

Elas representam o Maranhão que não aparece nos cartões-postais: o do dia a dia, da luta, da cultura viva e da natureza que não precisa de multidão para encantar. Com o turismo rural e sustentável crescendo no estado, 2026 pode ser o ano em que essas cidades pequenas saem da sombra.

Eu, como alguém que acompanha o Maranhão de longe (mas com muito carinho), acredito que valorizar esses lugares é valorizar o estado inteiro. Elas têm história, gente acolhedora e potencial econômico real — só precisam de mais visibilidade.

E você, conhece alguma dessas cidades ou tem outra pequena do Maranhão que merece destaque? Deixe nos comentários — quero conhecer mais e quem sabe trazer no próximo artigo!

Um abraço e até a próxima. Vamos valorizar o Maranhão de verdade.

Redação Central Mearim Escrito por Rodrigo Fernandes.